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Normalmente não pensamos na felicidade como uma habilidade. Costumamos achar que a felicidade é um “estado especial”.
A boa surpresa é que ela pode ser aprendida e deve ser praticada todos os dias
Durante anos, a comunidade científica teve como meta descobrir quais eram os males da depressão e como fazer com que os pacientes fossem mais felizes.
Porém, recentemente, isso mudou.
Hoje, eles passam a observar a felicidade, e como ter uma vida mais plena, fazendo com que ela prospere em uma felicidade profunda e genuína.
Alguns cientistas estimam que 50% da felicidade vem por meio dos genes.
Isso é chamado de ponto de referência, ou seja, nascemos dentro de um ponto de referência e, mesmo que coisas boas e/ou ruins aconteçam, sempre iremos voltar a esse ponto.
Já 10% da felicidade que sentimos tem como base saúde, emprego, status social e dinheiro.
E o restante é o que ainda está sem explicação.
Segundo os pesquisadores, essa porcentagem está destinada ao comportamento intencional, ou seja, representa as ações do dia a dia e o que fazemos todos os dias para sermos regularmente mais felizes.
Com os números acima, podemos compreender que as pessoas estão buscando a sua felicidade em 10% do que ela realmente pode ser.

Se você começar a observar as pessoas ao seu redor, perceberá que a maioria segue uma fórmula: se você se empenhar, terá sucesso e só depois de ter sucesso é que poderá ser feliz.
O único problema é que essa fórmula é incorreta.
Se o sucesso levasse à felicidade, todo trabalhador que conseguisse uma promoção, todo estudante que passasse no vestibular ou qualquer pessoa que já tenha atingido uma meta de qualquer natureza seria feliz.
Esperar a felicidade restringe o potencial do cérebro para o sucesso, ao passo que cultivar a positividade estimula a nossa motivação, eficiência, resiliência, criatividade e produtividade, o que, por sua vez, melhora o desempenho.
“Aprender a viver bem é o mesmo que aprender a tocar violoncelo, é preciso treinar para se tornar hábil”.
A felicidade como meio, e não como um fim
De autoria do pesquisador e palestrante Shawn Achor, o livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, de 2010, descreve um estudo minucioso sobre os benefícios de ser feliz nos dias atuais. Para desenvolver a obra, Achor definiu os sete princípios essenciais que possibilitam adquirir hábitos positivos e transformar sua produtividade através da felicidade:
1. O Benefício da Felicidade: Como o cérebro positivo possui uma vantagem biológica em relação ao cérebro neutro ou negativo, este princípio nos ensina como treinar o cérebro para capitalizar a atitude positiva e melhorar nossa produtividade e desempenho.
2. O ponto de apoio e a alavanca: A maneira como vivenciamos o mundo, e a nossa capacidade de prosperar nele, muda constantemente a partir da nossa atitude mental. Este princípio nos ensina como podemos ajustar nossa atitude mental (nosso ponto de apoio) de maneira a nos dar o poder (a alavanca) para atingirmos a realização e o sucesso.
3. O efeito tetris: Quando o cérebro fica preso a um padrão que foca o estresse, a negatividade e o insucesso, nos condicionamos ao fracasso. Este princípio nos ensina como retreinar o cérebro para que identifique padrões de possibilidade, de forma que possamos perceber — e aproveitar — as oportunidades que encontramos pelo caminho.
4. Encontre oportunidades na adversidade: Diante da derrota, do estresse e da crise, o cérebro mapeia diferentes caminhos para nos ajudar a sobreviver às adversidades. Este princípio diz respeito a encontrar o caminho mental que não só nos tira do fracasso ou do sofrimento, mas também nos ensina a sermos mais felizes e mais bem-sucedidos.
5. O círculo do zorro: Quando nos vemos em dificuldades e nos sentimos sobrecarregados, nossa lógica cerebral pode ser dominada pelas emoções. Este princípio nos ensina a retomar o controle concentrando-nos primeiro em metas pequenas e factíveis e só depois expandindo gradativamente o nosso círculo para atingir metas cada vez maiores.
6. A regra dos 20 segundos: Muitas vezes sentimos ser impossível manter uma mudança por muito tempo porque nossa força de vontade é limitada. E quando nossa força de vontade falha, voltamos aos nossos velhos hábitos e sucumbimos ao caminho da menor resistência. Este princípio mostra como, por meio de pequenos ajustes de energia, é possível redirecionar o padrão da menor resistência e substituir maus hábitos por bons.
7. Investimento social: Diante de dificuldades e estresse, algumas pessoas escolhem se isolar e se retirar para dentro de si mesmas. Mas as pessoas mais bem-sucedidas investem nos amigos, colegas e parentes para continuar avançando. Este princípio nos ensina como investir mais em um dos mais importantes fatores preditores de sucesso e excelência — nossa rede social de apoio.
Felicidade: Quanto Mais Você Tem, mais Todos Têm